|
PROGRAMA
PROGRAMA:
1.
INVESTIGAÇÃO E COMUNICAÇÃO
1.1. Newsletter
Consideramos uma exigência imperiosa a
reformulação dos órgãos de comunicação da APHA, aproveitando parte da
experiência da Direcção anterior. A reestruturação da newsletter, com
secções específicas e em formato pdf., com informações relevantes sobre o mundo
da História da Arte: notícias sobre eventos de carácter científico (workshops,
colóquios, congressos ...), artigos de opinião, descobertas patrimoniais,
divulgação de trabalhos/projectos de investigação, campanhas de restauro e
conservação, etc.
1.2. Revista
A criação de uma revista online designada
AVLA - homenagem à Aula do Paço da Ribeira - que contará com um editorial
de opinião e artigos científicos subordinados a temas concretos e uma secção de
Varia e de Recensões/Entrevistas.
1.3. Ciclos & Trânsitos
Outra área que consideramos prioritária é a da
promoção de actividade científica anual, através da organização de Seminários ou
de Colóquios para celebrar eventos ou assinalar datas que sejam relevantes para
a História da Arte. (existe, neste ponto, uma sequência lógica de actividades
das anteriores direcções, em particular o projecto Ciclos & Trânsitos,
que se pretende revitalizar, continuando as visitas guiadas, os espaços de
debate, etc.
1.4. Conferência Anual
Gostaríamos de abrir os anos lectivos com uma
marca distintiva da nova APHA, sem prejuízo de outros encontros ou debates no
seio da Associação: a organização de uma Conferência Anual, em moldes a definir
no futuro, em parceria, por exemplo, com uma Universidade, um Centro de
Investigação ou ainda de uma Instituição relacionada com as áreas afins da
História da Arte e do Património.
1.5. Congresso Internacional de História da Arte
Por último, impõe-se a dinamização/organização
de um Congresso Internacional de História da Arte, de três em três anos, cuja
temática aglutinadora seja de largo espectro para poder receber contributo mais
variado possível.
2.
VALORIZAÇÃO DO SECTOR PROFISSIONAL DA
HISTÓRIA DA ARTE
2.1. Inquérito às Instituições que empregam
Historiadores da Arte
Tomando por base a ideia da valorização do nosso
sector profissional, realizaremos um Inquérito-Tipo às diversas instituições
envolvidas na área do Património e da Administração Pública em geral, no sentido
de saber quem são, onde e em que condições trabalham os Historiadores da Arte.
Este primeiro passo será essencial para a criação de uma base de dados online,
um Who’s Who da História da Arte nacional.
2.2. Tabela de Honorários
Impõe-se uma normalização profissional de
serviços dos Historiadores da Arte, para a qual se propõe a constituição de uma
tabela indicativa de honorários. A abertura às iniciativas empresariais é também
um sinal dos tempos, tendo em conta as restrições contratuais impostas pelo novo
quadro legal de contratação pelo Estado. A APHA, no seu site, disponibilizará
informação sobre esta nova área de intervenção em História da Arte.
2.3.
Outros eixos de afirmação profissional
No Regime da Função Pública, a profissão de
historiador da arte não é reconhecida. Tal não implica que exista consciência
profissional entre os Historiadores da Arte e, mais importante, que a sua acção
seja considerada fundamental em alguns casos. Impõe-se, por isso, desencadear os
mecanismos necessários para que o Historiador da Arte seja reconhecido
profissionalmente, acompanhando processos de obra e de alteração da paisagem (em
moldes aproximados aos que arqueólogos e arquitectos adquiriram), mas também
assegurando a leccionação de disciplinas do Ensino Secundário, como as de
História da Arte e História da Cultura e das Artes, asseguradas actualmente por
docentes que formação não específica em História da Arte.
3.
REVISÃO ESTATUTÁRIA
A revisão estatutária afigura-se
como medida de transformação da APHA no sentido de responder aos desafios
actuais da profissão de Historiador da Arte, ou de actividades com ela
relacionada, e às exigências de intervenção desta disciplina nos meios e órgãos
do património cultural do nosso país.
3.1. Secções científicas
Um dos aspectos que consideramos
ser fundamental é o da criação de Secções científicas, em substituição dos
Secretariados Regionais, actualmente previstos nos Estatutos. Órgãos
independentes da Direcção, com eleições e dinâmica próprias, as secções terão
como objectivo abordar temas específicos da área de actuação da APHA. A criação
destas estruturas, para além de reforçar a democraticidade interna da APHA,
levará a uma maior envolvência por parte dos associados. Cada secção deverá
funcionar com um número mínimo de sócios (c. 20/30).
3.2. Categorias dos associados
No sentido de aproximar a APHA dos estudantes de
História da Arte, pretende-se criar uma nova categoria “Estudante de História da
Arte”. Para além de uma significativa redução de quota, deverá ficar nos
estatutos que estes sócios terão ainda vantagens formativas, comprometendo-se a
APHA em organizar iniciativas (workshops, colóquios) para estes futuros
Historiadores da Arte.
3.3. Regulamento Eleitoral
A criação de um Regulamento
Eleitoral, a aprovar em Assembleia Geral, permitirá, entre outros
aspectos práticos, a delegação de voto (3 no máximo) e a normalização das
eleições por triénio e não por biénio, como actualmente.
4.
TRANSPARÊNCIA E INTERVENÇÃO
4.1. Publicação de actas
A publicação das actas da Direcção, Assembleia
Geral e Secções no site da APHA, em formato pdf., será uma preocupação
constante da lista, para aumentar o grau de transparência e de comunicabilidade
entre órgãos sociais e associados.
4.2. Divulgação de tomadas de posição
A divulgação de tomadas de posição da APHA, ou
de outras associações/movimentos de defesa do património, é urgente e
tornar-se-á um hábito de intervenção, nomeadamente em assuntos da actualidade
cultural nacional, através de notas ou comunicados de imprensa, cartas abertas e
mensagens no site oficial.
5.
OUTROS CAMINHOS DE AFIRMAÇÃO DA APHA
5.1. Instituição de Acolhimento:
Como instituição de acolhimento, e tendo em
conta que a APHA não dispões de sede própria, foi já conseguido o apoio da
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves. Este espaço museológico dispõe de excelentes
condições para receber e promover as actividades da APHA e encontra-se situado
num local privilegiado da cidade de Lisboa.
5.2. Cartão de associado
A criação de um cartão de associado, que permita
uma série de descontos e outras vantagens em acessos a museus da Rede Portuguesa
de Museus, em monumentos do Igespar e outras instituições museológicas. A
assinatura de protocolos de colaboração/cooperação com entidades exteriores ao
mundo da História da Arte poderá criar sinergias positivas e valorizar a posse
de um cartão, promovendo o pagamento assíduo de quotas e a mais-valia da
associação, bem como o provável aumento do número de sócios.
5.3 - Campanha de alargamento do número de
sócios
O aumento de número de sócios é
uma intenção óbvia, tendo em conta a contínua formação de Historiadores da Arte
pelo meio académico e a crescente consciência profissional e científica da
classe que se pretende. Só com uma associação em constante crescimento se
poderão enfrentar os desafios enunciados e o integral cumprimento deste programa
eleitoral, assim como abrir novas frentes de afirmação da História da Arte na
sociedade portuguesa.
5.4. Relação com a comunidade científica
internacional
No mundo global de hoje, é imperativo aprofundar
o relacionamento com instituições congéneres e científicas estrangeiras, no
sentido de obter parcerias e criar redes cada vez mais amplas de debate e
partilha de informação, para uma definitiva afirmação da História da Arte.
|