Curso Livre “Azulejaria de Fachada”

Formador: Francisco Queiroz | Início: 20 de Maio | Porto
Neste curso livre, aborda-se a azulejaria aplicada à arquitectura portuguesa do século XIX e do início do século XX, focando especialmente a azulejaria de fachada e tentando responder às questões: “como”, “quando”, “quem” e “porquê”.
A abordagem é interdisciplinar e minimamente aprofundada, cobrindo a análise histórica, a análise artística e iconográfica, os artistas e as fábricas, a integração na arquitectura e alguns dos casos mais interessantes.
Em certos tópicos, são apresentados dados inéditos, fruto de investigação recente.
No final da formação, haverá uma visita guiada, na qual abordar-se-ão também algumas questões técnicas de produção e de conservação e restauro dos exemplares subsistentes “in situ” no centro histórico do Porto, assim como de valorização de conjuntos subsistentes.
O que mais distingue este curso livre de outras formações sobre azulejaria já realizadas em Portugal, é a particular atenção à azulejaria de fachada, e ao período romântico, época para a qual existe menos bibliografia mas sobre a qual temos hoje a percepção de uma maior singularidade da azulejaria portuguesa a nível internacional. Por outro lado, nesta formação, são também sumariamente abordadas as estátuas e os ornatos em faiança e terracota usados para decorar fachadas e jardins (calões de beiral, balaustradas e arabescos, vasos decorativos, pinhas e globos), elementos que se complementam entre si e formam, muitas vezes, conjuntos notáveis, sendo de notar que, no Porto e em Gaia, foram produzidos alguns dos melhores artefactos do género, os quais subsistem por todo o país, e ainda no Brasil.
Conteúdos (7 horas teórico-práticas + 1 hora de visita guiada): O nascimento da azulejaria de fachada; Romantismo e decoração de fachadas – da azulejaria de revestimento aos artefactos cerâmicos para beirais e platibandas; A azulejaria em interiores do período romântico; Evolução da azulejaria de fachada: padrões, influências, fábricas, artistas, centros produtores; Azulejaria romântica em contexto religioso e em contexto publicitário; Os padrões tardo-românticos e a influência da Arte Nova; Enquadramento da azulejaria do início do século XX no movimento da chamada “casa portuguesa”, os padrões revivalistas e os pintores de matriz historicista; Questões de conservação, salvaguarda e valorização da azulejaria de fachada.
+info/fonte: www.facebook.com/events/425638534451791/